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Como ter mais criatividade: Léo Fraiman


25/05/2021

“Você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só conecta quando olha para trás. Então tem de acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem de acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, carma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim”. A frase é de Steve Jobs, criador da gigante Apple, e foi dita diante da turma de formandos de 2005 em Stanford, nos Estados Unidos.
Jobs contou que cursava uma faculdade que custava mensalidades altas para seus pais. E, então, decidiu abandoná-la por não ver mais valor nos estudos. Passou a fazer um curso de caligrafia, com o qual aprendeu sobre fontes com e sem serifas, espaços entre palavras e letras, como tornar uma tipografia boa. E isso foi fundamental para diferenciar sua grande criação, dez anos mais tarde. “Colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Tudo ficou muito claro olhando dez anos para trás”.
  A célebre frase de Jobs, “criar é conectar”, demonstra que é preciso conectar passado com futuro, aquilo que já existe com o que pode ser criado e, mais que isso, conectar as criações com os desejos e necessidades de quem vai usá-las. Eis uma lição importante sobre o processo criativo, em um mundo onde produtos são inventados e reinventados em velocidade frenética. Criar é sobretudo conectar pessoas com soluções ágeis, criativas e inovadoras.
A história acima e diversas pesquisas demonstram que não se cria a partir do nada. O ato de criar enseja a formação de um repertório de conhecimentos que, quando são conectados, formam o ato de “Eureka”, até porque não há no cérebro um centro de inteligência – ela é processada pelo cérebro como um todo. A ideia de que a maçã caiu na cabeça de Newton, do nada, e este então descobriu a lei da gravidade é caricata. Havia anos que o cientista procurava respostas para esta questão.
Criar é, antes de tudo, entender a realidade e saber transformá-la. Grandes ideias não são fruto de um processo repentino, tampouco fácil.
Tudo começa no cérebro, essa genial máquina que concentra 100 bilhões de neurônios capazes de fazer um trilhão de conexões. “O sujeito criativo é aquele capaz de transitar com facilidade por todos os padrões cerebrais”, explica Shelley Carson, professora de psicologia da Universidade de Harvard, nos EUA. Para tanto, é preciso exercitar o cérebro, saindo da chamada zona de conforto. E isso significa exercitar a capacidade de questionar e interagir.
Estamos vivendo tempos onde a criatividade será cada vez mais necessária se quisermos encontrar novas soluções para antigos problemas. As melhores maneiras de lidar com crises é, justamente, criando novas oportunidades a partir delas. (...)

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