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O que esperar da próxima década na educação


11/09/2020

Por
Brasil Escola

 

É compreensível o incômodo com a situação
atual da educação do Brasil. Segundo o QEdu, apenas 34% dos estudantes que concluem o
Ensino Fundamental aprendem o que deveriam aprender de Língua Portuguesa e 15%
em Matemática. De acordo com o estudo 
Um Olhar sobre a Educação,
divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE), mais da metade dos brasileiros não tem diploma do Ensino Médio.
E somente 21% com faixa etária de 25 a 34 anos possuem diploma desta
etapa, conforme dados do relatório Education at Glance 2019, divulgado pela OCDE. Esse é
um cenário realmente muito negativo. Mas será que neste âmbito as últimas
décadas foram realmente perdidas? Quando nos debruçamos para compreender a
“foto” atual, precisamos perceber o movimento, a trajetória. Em um “copo meio
cheio” não é adequado olhar o volume atual, mas sim a velocidade em que ele
está enchendo. E é sobre este prisma que percebemos uma boa evolução no sistema
educacional brasileiro, dos anos 2000 para cá.

Nossa
largada não foi agora, e sim lá atrás, no século XIX, quando nos tornamos uma
nação independente e mais à frente abolimos a escravidão e passamos a debater a
ideia de escola para todos; mas, de fato, foi uma partida atrasada, em
relação a outros países da América Latina. Faltou para nós coordenação entre o
poder central e o poder das províncias. Nosso país, com dimensões continentais,
tinha à época uma realidade socioeconômica de base agrária, na qual
famílias precisavam priorizar a colheita em detrimento da obrigação escolar. Em
1920, o Brasil possuía apenas 25% da população alfabetizada, enquanto, no
mesmo período, no Chile eram 43%, na Argentina 52%, no México 54% e nos EUA
90%.

De lá pra cá, muita coisa mudou; outras
nem tanto. Trazendo a análise para os dias atuais, foram nas duas primeiras
décadas, desde o século XXI, que universalizamos
o acesso à educação básica
 para toda a população a partir
dos 6 anos de idade. Já em 2016, mudamos a LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional) e antecipamos a idade mínima obrigatória para os 4 anos.
Ainda não podemos cravar a universalização para esta faixa etária, mas, segundo
números da PNAD Contínua, já passamos dos 90% de cobertura.

Entretanto, sabemos que acesso não significa qualidade.
E este ainda parece ser o desafio das próximas décadas, já que tivemos um
avanço razoável de níveis de aprendizado nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, um avanço mais tímido nos anos finais desta etapa e estamos
estagnados no Ensino Médio.

Precisamos
pactuar novos patamares de entrega. E, para tanto, é necessário
continuidade; algo que de certa forma experimentamos no Ministério da
Educação (MEC), na década de 90 e início dos anos 2000, e que somente é
possível mantendo os insulamentos burocráticos nos setores mais técnicos,
blindando-os dos debates ideológicos improdutivos (o que nunca esteve tão em
risco como agora).

A emergência nos aflige, mas a tendência nos
traz esperança.


Podemos
ter imaginado uma educação mais futurística para o século XXI, mas,
reconhecendo a trajetória, é possível esperarmos uma década positiva sob o
prisma do avanço da resolução de dívidas educacionais ainda dos séculos
passados.


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